Kali - Yes you CAN

Tenho acompanhado com uma especial atenção a CAN.

A competição que decorre em Angola tem sido bem animada. Para quem gosta de futebol, uma delícia.

É um estilo de jogo diferente do que estou habituado a assistir (futebol europeu). Menos táctico, com mais espaço, mais espontâneo (muitos remates de longa distância) e um pouco mais parecido com aquele futebol que TODOS gostamos de assistir (acredito que são mesmo TODOS).

Pelo menos no Campeonato Português quando as “supostas equipas pequenas” recorrem a tácticas ultra defensivas e colocam o autocarro à frente da baliza, assistir aos seus desafios, mesmo que seja contra o BENFICA, pode-se tornar uma tarefa maçadora. O futebol tem de ser um espectáculo para diversão, não para dar seca. É como se estivéssemos a assistir a um filme daqueles farçolas que passam no domingo à tarde na TV(i).

Na CAN não é nada assim, tudo muito mais “o jogo pelo jogo”, ambas as esquipas sempre com o sentido de baliza, a correrem desalmadamente atrás da bola, o suor a correr em bica. Quanto ao fair-play, então sem se fala. Não me recordo de ninguém a fazer-se à falta, a fazer teatro ou potenciar discussões verbais com empurrões à mistura, onde todos ralham para um monte e no fim ninguém tem razão.

Além disso não posso deixar de assumir que o facto do irmão do meu simpático amigo Bruno Alonso, ser o capitão da selecção Angolana, tem contribuído para a minha maior atenção à competição. Tem sido uma alegria cá em casa vê-lo jogar. Assumo que até fiquei emocionado ao vê-lo entrar de braçadeira de capitão, naquele estádio cheio, a apresentar a sua Selecção, os seus jogadores, os seus amigos angolanos ao seu Presidente. (também é verdade que estou mais lamechas desde que os putos nasceram, mas mesmo assim foi emocionante).

Acredito ainda que o facto de assistir aos jogos de Angola sempre com a camisola que ele me ofereceu, tenha ajudado a tornar a sua presença mais marcante, mas independentemente disso, gosto da selecção de Angola, afinal não é só o Kali, sempre há o Mantorras, Flávio, Manucho, Zuela, Djalma, Stélvio, Gilberto… entre outros, tudo grandes jogadores…
O 1º jogo de Angola teve um desfecho inesperado, parecia o meu B.I.A.C (Bairro de Inglaterra Atlético Clube), a ganhar por 4, a tão pouco tempo do final, deixaram-se empatar. Nunca tinha visto nada igual. Não deixa de ser verdade que não perderam o jogo e o futebol é assim mesmo, resultado incerto sempre até ao fim, mas foi realmente uma desilusão. Já lá vai.

Mesmo assim se pudesse escolher, acho que preferia empatar a 4 com o Mali que perder 6 a 2 com o Brasil… (mas isso também já ninguém se lembra)

Como escrevi, tenho visto os jogos todos e a selecção da Costa do Marfim, está forte. No mundial nem consigo imaginar como vai ser contra Portugal…

Adorei ver o Mantorras a entrar, é tal e qual como no Benfica. Sempre com uma forte animação nas bancadas, fazem mais festa do que quando marca um golo… pena não ter marcado no lance do livre…mas acho que se ele tivesse marcado o estádio vinha abaixo e a minha sala ficava de pernas para o ar… :-)

Em suma, uma competição muito interessante, com uma quantidade de grandes jogadores e duas selecções a falar a nossa língua em competição (Angola e Moçambique).

Vale a pena ver para quem gosta de futebol.

A fechar só falta escrever KALI, FORÇA AÍ! (acabei de inventar). Quando encontrares o Drogba na final, dá-lhe uma daquelas valentes logo de inicio para o pores na linha, vais ver que nem se volta a aproximar.

Estamos todos cá em casa a torcer por Angola e para que o Kali faça uma boa CAN, tem de arranjar um bom clube, bem à sua medida (acho que não vai ser difícil).

Abraço de amizade para todos.

 PS. Angola jogou hoje e garantiu a passagem aos quartos de final da competição.




~ 18 janeiro 2010 0 Deixar Comentário

Janeiro de Cima

Se o ano começa com Janeiro, nada melhor que começar a escrita deste ano com uma mensagem sobre Janeiro. A única questão é que este não é o Janeiro que todos conhecem, mas sim Janeiro de Cima, capital do sossego.
A aldeia de Janeiro de Cima é a terra natal da minha mãe. Local de amigos e familiares, sítio indicado para repouso e destino obrigatório nas minhas férias e escapadelas.



Nas margens do rio Zêzere, encontramos esta pequena freguesia do Concelho do Fundão e do Distrito de Castelo Branco.



A sua fundação data do século XVI ou XVII (não se sabe ao certo) e segundo a lenda, o nome da terra advêm da partilha de terras feita por um homem abastado.



Possuidor de terras em ambas as margens do rio Zêzere, este abastado homem, decidiu reparti-las pelos seus filhos (Januários). A um, deu as terras da margem direita, ao outro, as do lado esquerdo.
A partir desta divisão, nascem as aldeias de Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo.



O tear em cimento junto à Casa das Tecedeiras



Uma das actuais atracções da aldeia é a Casa das Tecedeiras.
Ao passar junto a este local é comum ouvir-se o som produzido pelos teares...



Aqui podemos comprar peças em linho, feitas no local e alguns produtos regionais.
(Critica: Acho que deviam proporcionar uma zona de Internet grátis e uma zona de Chás)
Mais informação em: http://www.pinusverde.pt/casas/pinho/



O Jipe do Manuel, e lá ao fundo, igualmente importante, a igreja velha. Lol.



No largo da igreja antiga, ao fim de tarde, é usual encontrarmos pessoas a jogar ao "Jogo da Finta"



Nos últimos anos, J.C. (gosto desta abreviatura a fazer lembrar Jesus Cristo) tem sofrido alguns melhoramentos, os quais não são alheios a inclusão no projecto " Aldeias do Xisto"



As ruas e as fachadas das casas têm sido recuperadas e a aldeia ganhou uma nova vida.
Uma verdadeira operação de "Lifting"



Mais informações em http://www.aldeiasdoxisto.pt/



Caso queiram visitar a aldeia e queiram pernoitar por lá podem ficar na "Casa de Janeiro".
Mais informações em http://www.casadejaneiro.com/



O xisto e o barro foram a principal matéria-prima na construção das primeiras casas.



As casas com alpendre também são muito comuns.



"Olha lá o emplastro"


Desde que me conheço, gosto de andar pelas ruas de J.C.



Ruas estreitas e irregulares...



mas com um ambiente fantástico...



Eu disse estreitas? O que queria dizer é muuuito estreitas!



Mais um exemplo de uma fachada devidamente recuperada.



Bonita casa em Janeiro de Cima



Já perto da estrada que leva ao rio



"Fernão Veloso e a parede de Xisto"



Uma relação muito próxima, não acham?




O rio Zêzere foi determinante para o desenvolvimento de JC.



 O "Parque Fluvial da Lavandeira" é também um local de passagem obrigatória.




Ao longo dos anos o local tem sido alargado e melhorado. A Junta de Freguesia tem feito um esforço considerável e o conforto alcançado pelos melhoramentos, é notável.
É claro que prefiro o actual parque, mas aquele espaço onde o acesso era feito pelo meio das hortas, depois do ladrar dos cães, (raios partam os cães) deixa algumas saudades.



As tradicionais "Barcas"



Vai uma mergulhaça?



Neste local, actualmente já não se rega milho, só relva...



Zona para as crianças nadarem à vontade



O Açude...



Devido à força do rio, no Inverno, parte do açude é retirado



...vista do outro lado do açude



O rio é de facto um local bonito onde passamos um tempo bem agradável.



Rio Zêzere



A paisagem é sempre o forte neste local.



Hoje em dia já não é assim, mas estas rodas eram presença comum ao longo das margens do rio.



Durante o inverno, esta estrutura também é desmontada. Se a querem ver, tem de ser durante o verão, tal como as aves migratórias... LOL



A roda é movida com a força da água e tem um som particular.



Apesar de ser suspeito, Janeiro de Cima é de facto um local onde se pode usufruir de alguma tranquilidade e comunhão com a natureza. Passam-se lá uns bons dias de férias ou simplesmente um ou dois dias numa escapadela.
A terra tem feito um esforço para se desenvolver e nem que seja só por isso, vale a pena se visitada.
É verdade que no Verão a visita poderá ser mais bem aproveitada mas deixo a questão no ar:

Já alguma vez foram a um bar onde durante o inverno se acende a lareira?

(Se forem a JC procurem "O Passadiço")



JC lá ao fundo, mesmo no vale... (saudades)

Abraço de amizade para todos e feliz ano de 2010 ou não estivéssemos nós em Janeiro.



~ 03 janeiro 2010 13 Deixar Comentário

Si siempre miras el futuro, dificilmente veras el presente


Apesar da etiqueta "Poetas da parede" não apresentar o número de participações que estava à espera, não deixa de ser uma ideia em que acredito.

Fica aqui mais uma frase que encontrei nessas paredes de Lisboa.

"Si siempre miras el futuro, dificilmente veras el presente"

Bonito pensamento.

Comentem à vontade

~ 12 dezembro 2009 2 Deixar Comentário

Parque Natural do Douro Internacional

Muito haveria para escrever sobre o Parque Natural do Douro Internacional. Muito haveria para ler, mas como diz o ditado “Uma imagem vale mais que mil palavras”.

Assim multiplicando as 28 imagens por mil, teríamos 28000 palavras. Muita coisa para escrever e muita coisa para ler. Um pouco seca talvez…

Assim e uma vez que o povo está preguiçoso para ler, deixo apenas as imagens que tirei com o nosso amigo pelo parque. Se quiserem façam uma busca pela internet, ou falem comigo sobre as fotografias, que por certo será uma conversa bem engraçada.

Para descobrir algo mais sobre esta lindíssima zona do nosso Portugal, podem aceder a:

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-DouroInternacional?res=1280x800

Nesta hiperligação podem encontrar sugestões de visita, percursos de automóvel ou pedestres, alguma informação de carácter geral, imagens e um número significativo de indicações sobre o PNDI.

Naturalmente podem também aceder à raiz do site e encontram o portal do Instituto Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Vale a pena.

Ah verdade! Sabem que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade



No sentido Sul - Norte, logo à entrada do PNDI o Miradouro do Alto da Sapinha. Nome catita!



O miradouro do Penedo Durão, perto de Freixo de Espada à Cinta.
Lá em baixo fica a barragem espanhola de Saucelle.



O miradouro está situado na margem direita do Rio Douro



Alguém sabe o significa este líquén amarelo? :-)


Bonita vista...



Do alto deste penhasco podemos apreciar toda a força da natureza da região.
 




Junto ao Penedo Durão, perto da freguesia de Poiares e Ligares (Poeta Guerra Junqueiro) encontramos a...



Calçada das Alpajares



também conhecida por "A Calçada do Diabo". Segundo a lenda, esta calçada foi construída devido a um pacto com o Diabo...Façam pesquisa, que vale a pena ler sobre este local.
 


A paisagem no PNDI é de facto deslumbrante. A rota dos miradouros é quase obrigatória para quem o visita



 Esta é a paisagem que se observa a partir do Miradouro do Carrascalinho
Fomos ao miradouro, mirar o Douro (piada fácil)



Neste local para avistar as aves de rapina, em vez levantar a cabeça, olhamos para baixo!
Que bonito foi ver passar aquele Britango (Abutre do Egipto) a voar pelo vasto vale...
Fantástico. Brutal.



Outra particularidade deste local, é o que se vê em 2º plano na foto.
Os Lodões. É aqui que está a mancha mais extensa de toda a Península Ibérica.
Bonita vista, e o melhor de tudo é que não há vestígios do Homem...



O Miradouro fica situado na aldeia de Fornos



As moradias do Douro Internacional foram o nosso quartel-general.
Mesmo no coração do PNDI em Freixo de Espada à Cinta.



Um local fantástico, com uma bela vista, boas condições, preços agradáveis, uma bela piscina e uma saudade imensa...
Praia Fluvial da Congida. Pesquisem na net que vale bem a pena. A bandeira azul não foi à toa...



Também gostámos muito da Vila de Freixo de Espada à Cinta.
É considerada a Vila mais Manuelina do nosso País...



A torre do Galo ou do Relógio. É uma torre heptagonal. Única em Portugal.
Logo à direita na foto o famoso Freixo.



Continuado na rota dos miradouros, chegamos ao Miradouro da Fraga do Puio.
É natural se já tiverem visto esta fotografia em qualquer folheto da região. Esta curva do rio composta com esta deslumbrante visão, modelo de várias publicações. Em verdade vos digo, aqui estamos em comunhão com a natureza...e o Britango voltou a voar lá em baixo...



De cortar a respiração...



Caso haja dúvidas sobre que zona do país estamos a falar, fica aqui o registo fotográfico da placa da rua que dá acesso ao local...Em Mirandês...claro!



As gravuras rupestres de Mazouco são igualmente dignas de visita.



O Cavalo de Mazouco, trata-se da primeira estação portuguesa de arte rupestre paleolítica ao ar livre. Em 1981, foram identificadas e publicadas as gravuras de Mazouco. Foi o primeiro sítio de arte rupestre (ao ar livre) paleolítica, conhecido em toda a Europa.


A Vila de Mogadouro foi igualmente alvo da visita do Fernão Veloso. Daqui é natural a minha simpática amiga Estela. Quando soube que a sua vila natal, seria um dos destinos das nossas férias, não poupou nas palavras e fez uma descrição pormenorizada da zona e dos locais a visitar. Um verdadeiro roteiro e um trunfo para a visita ao planalto mirandês. Só faltou o Monoptro de S. Gonçalo, mas não consegui dar com o sito...(Acho que tenho de comprar um jipe primeiro) lol
Já o tinha feito, mas agora faço-o publicamente. Estela muito obrigado pela simpatia e pelas dicas. Mas muito obrigado mesmo!



Diana, chegou a tua vez! Fica descansada que o limite de velocidade foi cumprido, tanto que até parei para tirar uma foto a comprovar a passagem em Sendim. Dizem que para comer a verdadeira posta mirandesa é em Sendim no restaurante da Tia Gabriela, é verdade? Bom pelo menos a Ti Gabrila tem a fama de a ter criado.



A Sé de Miranda do Douro. Lá dentro o Menino Jesus de Cartolinha e os santos com cabelos verdadeiros. Pesquisem que também vale a pena saber a história.



O centro histórico de Miranda do Douro.
Aqui encontramos as placas de identificação das ruas em mirandês e a maioria das pessoas falava...espanhol... Muita espanholada por estas bandas andava! (lol)
Gostamos muito de Miranda do Douro. Cidade muito acolhedora e limpinha!
Não me farto de escrever...Vale a pena visitar...



É verdade que habitualmente o melhor fica guardado para fim, e neste dia, esse foi mesmo o mote. Depois das fantásticas paisagens que avistámos, do sítios maravilhosos que conhecemos e tudo o que não foi escrito aqui, mas vivido ao máximo, a cereja no topo foi em Genizio!



Nesta pequena freguesia de Miranda do Douro contactámos com um casal que simpaticamente estava à beira da estrada. De imediato atendeu ao meu pedido para fotografar e tocar  no seu Burro Mirandês.

Esta experiência foi deliciosa, a dona Bernardete Neto, como se de uma tia afastada se trata-se, acolheu-nos em casa, mostrou-nos os seus animais, pegou pela mão aos meus filhos e ainda nos deliciou com diálogos em Mirandês juntamente com o Sr. João, o seu marido. Tudo isto sem nos conhecerem de sitio algum e sem quererem nada em troca.

 QUE MAIS PODERIAMOS QUERER?

Se alguém disser que já não há gente boa, isso não é verdade. Gente boa encontramos em Genizio.
 "Que a sorte lhes seja grande". Tal e qual como se despediram de nós.




~ 05 dezembro 2009 6 Deixar Comentário