Pete Steele 1962 – 2010

Pergunta: Quando é que nos apercebemos que estamos a  ficar velhos?

Resposta: Quando os nossos ídolos começam a morrer.


Na altura em que o Dimebag Darrell  morreu, ou melhor na altura em que o mataram, ainda não tinha o blogue e por isso não escrevi nada. Fiquei com pena de não deixar umas linhas escritas em qualquer lado, tal como vi em diversas páginas  pessoais ou em diversos sites.


Desta vez, e como já tenho uma página pessoal, (preferia não o fazer), deixo aqui umas linhas em homenagem não ao guitarrista dos Pantera, mas ao Pete Steele (para os mais distraídos - lider dos Type O Negative). Morreu esta quinta-feira.


Não se trata daquela histeria maluca dos Tokyo Hotel, e para muitos, este gajo não passava de um gadelhudo de 2 metros, habitualmente vestido de preto (às vezes aparecia todo nu - tal como na edição de 1995 da playgirl) de voz muito grave e que cantava juntamente com outros gadelhudos, para gadelhudos. Apesar de tudo isto, a verdade é que gostava mesmo dele... Grande maluco! 

Tenho muita pena que tenha morrido…

Não digo R.I.P. mas sim como se diz por cá, Paz à sua alma.

Deixo aqui um vídeo para o pessoal curtir! (espero que gostem)
Caso não gostem sempre podem ver o 2º video sobre uma fã dos Tokyo Hotel (É para rir, vejam à vontade)






~ 15 abril 2010 0 Deixar Comentário

Capacidade de surpreender

Cada vez que penso em escrever umas linhas para o blogue, mas por alguma razão não o faço, fico sempre com a sensação do surfista frustrado. A onda veio, mas não a apanhei…

A razão principal é mesmo a falta de tempo, mas também, por vezes o assunto sobre o qual pretendo escrever, já não está na agenda do dia…

O ideal era ter mais tempo para as coisas do quotidiano, e um caderno sempre à mão, para apontar palavras, frases ou as ideias que vão aparecendo.

Talvez a pensar nisto, criei no blogue as etiquetas de mensagens. Com a devida rotulagem das mensagens, o seu conteúdo torna-se intemporal e poderá ser lido em qualquer altura, permitindo a quem as lê, uma sensação sempre de tempo presente.

Ontem aconteceu-me, lá no hospital, uma situação bem engraçada que por mais falta de tempo ou caderno, disse cá para mim: 

- Tens de ir já direitinha ao blogue!

Passo a explicar, um pouco antes da hora de almoço, apareceu à entrada do Serviço uma velhinha com uma desorientação a mais e uns dentinhos a menos. (estão a ver a coisa?) Apesar da sua aparência pesada (vestida toda de preto) tinha um ar simpático e dirigiu-se a mim de uma forma educada.

-Ó senhor, sabe como vou lá para baixo para o João?

Naturalmente percebi que estava perdida, e para onde queria ir. Como talvez não fosse pessoa para entender a minha explicação, decidi levantar-me e acompanha-la até ao elevador, carregando inclusive no botão certo para a encaminhar até ao João. (O piso que a senhora queria ir era o -1 (numero negativo) e tinha acabado se sair no piso 1 (numero positivo).

É claro que explicar toda esta coisa dos números positivos ou negativos, a uma Sr.ª de idade avançada, não é tarefa fácil. Por isso, mais vale uma pessoa levantar o rabo da cadeira, dar cerca de 16 passos, (sim fui contá-los) esperar pelo elevador e carregar no bendito botão. Foi o que fiz, mas tal com na história que escrevo, o melhor estava guardado para fim.

Enquanto esperava junto ao elevador, com a velhinha toda vestida de preto e uns dentitos a menos (lembram-se), comecei a sentir o cheiro a…. Pasmem-se, Dolce & Gabbana Light Blue!

Naturalmente pensei que seria alguma senhora que tinha acabado de passar no local e teria deixado o seu rasto (desculpem a expressão). Olhei para um lado e para o outro, mas nada… Até que olhei para a velhinha e pensei… não pode ser? Aproximei-me dela mais um pouco e percebi que afinal o agradável cheiro vinha mesmo dela, fantástico! Sorrir para a senhora e ela, como a agradecer o gesto de me levantar e encaminha-la no elevador, retribuiu igualmente com um sorriso.

O elevador chegou e a velhinha disse-me:

- Muito obrigado senhor!

O prazer foi todo meu… (pensei para mim)

~ 2 Deixar Comentário

Parque Natural Montesinho

Já foi há cerca de 7 meses, mas sempre que relembro a passagem pelo Parque Natural de Montesinho, a saudade aperta.


É verdade que estar de férias na altura, ajudou à festa. Mas em boa verdade, o Parque Natural de Montesinho é dono de um a paisagem grandiosa e muito serena. Motivo mais que suficiente para nos deixar com ligação àquela zona do país. Castanheiros e Azinheiras com fartura!



Mais uma vez aproveitámos a sugestão do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, e fizemos um percurso de automóvel, desta vez o do Baceiro.


Antes de entrar no parque, a visita à Cidade de Bragança, também não foi esquecida. Além da cidade de Bragança o nosso objectivo passava também por Gimonde, mas isso é outra história… Deixo uma dica “Profiteroles a 1,5€ no Chefe Ruca” LOL

Fica aqui o registo fotográfico do nosso amigo junto ao Castelo de Bragança.


Gostámos do Castelo e do seu Museu Militar, o 2º mais visitado a nível nacional. Mas o melhor foi mesmo o Museu Ibérico da Máscara e Traje, muito valioso. Fica aqui o link do Museu para a visita virtual.



Nice photo!


O Tempo gasto no museu, foi muito bem gasto!


Bonito sorriso!


À esquerda do FV, o Chocaheiro da Bemposta (talvez a máscara que mais gosto)

Uma vez que estávamos na zona norte de Portugal, e teriamos de descer em direcção a Sul, optámos por descer de Bragança em direcção a Podence (Macedo de Cavaleiros) e fizemos a visita à "Casa do Careto".

 
 
A esplanada da Casa do Careto (vai uma jola?) lol


O espaço é igualmente muito bem conseguido. A simpática senhora que toma conta da casa museu, atendeu ao nosso pedido e deixou-nos visitar o local, mesmo fora do horário... (fecha à hora de almoço).

Passámos ainda em Macedo de Cavaleiros (terra dos segadores, nunca faltou o pão naquela terra)  na praia do Azibo e Mirandela. Adorá-mos Mirandela, cidade muito simpática e acolhedora um espaço para passear à noite, mesmo juntinho ao rio tua, muito agradável... As alheiras, também estavam boas, lol


A terminar, deixo apenas a sugestão de visita, (sempre em direcção a Sul)  passar em Vila Nova de Foz Côa, Serra de Bornes e ainda no Douro Vinhateiro. Ahh, o Douro Vinhateiro, que saudades meus amigos...

Se estiverem a ver esta mensagem por estes dias, tenham uma boa Páscoa.

Abraço de amizade para todos

~ 02 abril 2010 1 Deixar Comentário

Maháprabu

Tal como no dia em que encontrei este papel no Centro de Saúde, o frio de hoje, é muito.

Gosto muito de passear, mas se faz muito frio, não invento. O conforto da família e do lar, são a minha praia.
Também gosto (acho que todos gostamos) de um chá, ou um chocolate quente, para aquecer o corpo, isto claro sem desconsiderar aquela manta no colo e um bom filme na televisão, enquanto ouvimos a chuva lá fora… (e no meu caso, com a companhia dos miúdos a atazanar! Mentira são uns queridos)

E para aquecer a alma?

Deixo-vos uma sugestão, tal como um tal de Maháprabu fez, ao deixar o que vêem na foto, mesmo por cima do cartaz do “Fumar Mata” lá no Centro de Saúde da Penha de França (tinha lá ido com a Mónica que estava doente/ já está fina).

Confirmem:

O ser humano que fragmenta a força do seu carácter, fica sem vontade própria, à mercê das circunstâncias que o tornam oscilante, como as labaredas, ao impulso do vento.

Grande poeta de parede.

Abraço de amizade e bom carnaval.



~ 15 fevereiro 2010 0 Deixar Comentário

Mero acaso ou realidade?


Quem me conhece, sabe que não sou muito dado a pessimismos, mas coincidente com a apresentação do orçamento de estado para o ano de 2010, esta frase será mero acaso?

Vi este escrito numa das paredes do Cemitério do Alto de S. João e decidi publicar a frase no blogue.

Encaixa bem.

~ 01 fevereiro 2010 0 Deixar Comentário

Kali - Yes you CAN

Tenho acompanhado com uma especial atenção a CAN.

A competição que decorre em Angola tem sido bem animada. Para quem gosta de futebol, uma delícia.

É um estilo de jogo diferente do que estou habituado a assistir (futebol europeu). Menos táctico, com mais espaço, mais espontâneo (muitos remates de longa distância) e um pouco mais parecido com aquele futebol que TODOS gostamos de assistir (acredito que são mesmo TODOS).

Pelo menos no Campeonato Português quando as “supostas equipas pequenas” recorrem a tácticas ultra defensivas e colocam o autocarro à frente da baliza, assistir aos seus desafios, mesmo que seja contra o BENFICA, pode-se tornar uma tarefa maçadora. O futebol tem de ser um espectáculo para diversão, não para dar seca. É como se estivéssemos a assistir a um filme daqueles farçolas que passam no domingo à tarde na TV(i).

Na CAN não é nada assim, tudo muito mais “o jogo pelo jogo”, ambas as esquipas sempre com o sentido de baliza, a correrem desalmadamente atrás da bola, o suor a correr em bica. Quanto ao fair-play, então sem se fala. Não me recordo de ninguém a fazer-se à falta, a fazer teatro ou potenciar discussões verbais com empurrões à mistura, onde todos ralham para um monte e no fim ninguém tem razão.

Além disso não posso deixar de assumir que o facto do irmão do meu simpático amigo Bruno Alonso, ser o capitão da selecção Angolana, tem contribuído para a minha maior atenção à competição. Tem sido uma alegria cá em casa vê-lo jogar. Assumo que até fiquei emocionado ao vê-lo entrar de braçadeira de capitão, naquele estádio cheio, a apresentar a sua Selecção, os seus jogadores, os seus amigos angolanos ao seu Presidente. (também é verdade que estou mais lamechas desde que os putos nasceram, mas mesmo assim foi emocionante).

Acredito ainda que o facto de assistir aos jogos de Angola sempre com a camisola que ele me ofereceu, tenha ajudado a tornar a sua presença mais marcante, mas independentemente disso, gosto da selecção de Angola, afinal não é só o Kali, sempre há o Mantorras, Flávio, Manucho, Zuela, Djalma, Stélvio, Gilberto… entre outros, tudo grandes jogadores…
O 1º jogo de Angola teve um desfecho inesperado, parecia o meu B.I.A.C (Bairro de Inglaterra Atlético Clube), a ganhar por 4, a tão pouco tempo do final, deixaram-se empatar. Nunca tinha visto nada igual. Não deixa de ser verdade que não perderam o jogo e o futebol é assim mesmo, resultado incerto sempre até ao fim, mas foi realmente uma desilusão. Já lá vai.

Mesmo assim se pudesse escolher, acho que preferia empatar a 4 com o Mali que perder 6 a 2 com o Brasil… (mas isso também já ninguém se lembra)

Como escrevi, tenho visto os jogos todos e a selecção da Costa do Marfim, está forte. No mundial nem consigo imaginar como vai ser contra Portugal…

Adorei ver o Mantorras a entrar, é tal e qual como no Benfica. Sempre com uma forte animação nas bancadas, fazem mais festa do que quando marca um golo… pena não ter marcado no lance do livre…mas acho que se ele tivesse marcado o estádio vinha abaixo e a minha sala ficava de pernas para o ar… :-)

Em suma, uma competição muito interessante, com uma quantidade de grandes jogadores e duas selecções a falar a nossa língua em competição (Angola e Moçambique).

Vale a pena ver para quem gosta de futebol.

A fechar só falta escrever KALI, FORÇA AÍ! (acabei de inventar). Quando encontrares o Drogba na final, dá-lhe uma daquelas valentes logo de inicio para o pores na linha, vais ver que nem se volta a aproximar.

Estamos todos cá em casa a torcer por Angola e para que o Kali faça uma boa CAN, tem de arranjar um bom clube, bem à sua medida (acho que não vai ser difícil).

Abraço de amizade para todos.

 PS. Angola jogou hoje e garantiu a passagem aos quartos de final da competição.




~ 18 janeiro 2010 0 Deixar Comentário

Janeiro de Cima

Se o ano começa com Janeiro, nada melhor que começar a escrita deste ano com uma mensagem sobre Janeiro. A única questão é que este não é o Janeiro que todos conhecem, mas sim Janeiro de Cima, capital do sossego.
A aldeia de Janeiro de Cima é a terra natal da minha mãe. Local de amigos e familiares, sítio indicado para repouso e destino obrigatório nas minhas férias e escapadelas.



Nas margens do rio Zêzere, encontramos esta pequena freguesia do Concelho do Fundão e do Distrito de Castelo Branco.



A sua fundação data do século XVI ou XVII (não se sabe ao certo) e segundo a lenda, o nome da terra advêm da partilha de terras feita por um homem abastado.



Possuidor de terras em ambas as margens do rio Zêzere, este abastado homem, decidiu reparti-las pelos seus filhos (Januários). A um, deu as terras da margem direita, ao outro, as do lado esquerdo.
A partir desta divisão, nascem as aldeias de Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo.



O tear em cimento junto à Casa das Tecedeiras



Uma das actuais atracções da aldeia é a Casa das Tecedeiras.
Ao passar junto a este local é comum ouvir-se o som produzido pelos teares...



Aqui podemos comprar peças em linho, feitas no local e alguns produtos regionais.
(Critica: Acho que deviam proporcionar uma zona de Internet grátis e uma zona de Chás)
Mais informação em: http://www.pinusverde.pt/casas/pinho/



O Jipe do Manuel, e lá ao fundo, igualmente importante, a igreja velha. Lol.



No largo da igreja antiga, ao fim de tarde, é usual encontrarmos pessoas a jogar ao "Jogo da Finta"



Nos últimos anos, J.C. (gosto desta abreviatura a fazer lembrar Jesus Cristo) tem sofrido alguns melhoramentos, os quais não são alheios a inclusão no projecto " Aldeias do Xisto"



As ruas e as fachadas das casas têm sido recuperadas e a aldeia ganhou uma nova vida.
Uma verdadeira operação de "Lifting"



Mais informações em http://www.aldeiasdoxisto.pt/



Caso queiram visitar a aldeia e queiram pernoitar por lá podem ficar na "Casa de Janeiro".
Mais informações em http://www.casadejaneiro.com/



O xisto e o barro foram a principal matéria-prima na construção das primeiras casas.



As casas com alpendre também são muito comuns.



"Olha lá o emplastro"


Desde que me conheço, gosto de andar pelas ruas de J.C.



Ruas estreitas e irregulares...



mas com um ambiente fantástico...



Eu disse estreitas? O que queria dizer é muuuito estreitas!



Mais um exemplo de uma fachada devidamente recuperada.



Bonita casa em Janeiro de Cima



Já perto da estrada que leva ao rio



"Fernão Veloso e a parede de Xisto"



Uma relação muito próxima, não acham?




O rio Zêzere foi determinante para o desenvolvimento de JC.



 O "Parque Fluvial da Lavandeira" é também um local de passagem obrigatória.




Ao longo dos anos o local tem sido alargado e melhorado. A Junta de Freguesia tem feito um esforço considerável e o conforto alcançado pelos melhoramentos, é notável.
É claro que prefiro o actual parque, mas aquele espaço onde o acesso era feito pelo meio das hortas, depois do ladrar dos cães, (raios partam os cães) deixa algumas saudades.



As tradicionais "Barcas"



Vai uma mergulhaça?



Neste local, actualmente já não se rega milho, só relva...



Zona para as crianças nadarem à vontade



O Açude...



Devido à força do rio, no Inverno, parte do açude é retirado



...vista do outro lado do açude



O rio é de facto um local bonito onde passamos um tempo bem agradável.



Rio Zêzere



A paisagem é sempre o forte neste local.



Hoje em dia já não é assim, mas estas rodas eram presença comum ao longo das margens do rio.



Durante o inverno, esta estrutura também é desmontada. Se a querem ver, tem de ser durante o verão, tal como as aves migratórias... LOL



A roda é movida com a força da água e tem um som particular.



Apesar de ser suspeito, Janeiro de Cima é de facto um local onde se pode usufruir de alguma tranquilidade e comunhão com a natureza. Passam-se lá uns bons dias de férias ou simplesmente um ou dois dias numa escapadela.
A terra tem feito um esforço para se desenvolver e nem que seja só por isso, vale a pena se visitada.
É verdade que no Verão a visita poderá ser mais bem aproveitada mas deixo a questão no ar:

Já alguma vez foram a um bar onde durante o inverno se acende a lareira?

(Se forem a JC procurem "O Passadiço")



JC lá ao fundo, mesmo no vale... (saudades)

Abraço de amizade para todos e feliz ano de 2010 ou não estivéssemos nós em Janeiro.



~ 03 janeiro 2010 13 Deixar Comentário